Sociedade
Escolas de Leiria vão ter geradores e depósitos de água
Câmara pretende garantir espaços com maior resiliência para enfrentar intempéries
Garantir estabelecimentos de ensino resilientes é o objectivo da Câmara de Leiria, que está a aproveitar a requalificação de várias escolas para adaptar os projectos, que passarão a incluir geradores e depósitos de água.
A Escola Básica do 1.º ciclo de Carvide, inaugurada no passado sábado, é o primeiro estabelecimento de ensino resiliente no concelho, afirma Anabela Graça.
A vereadora da Educação explica que, sendo uma das escolas mais danificadas pela tempestade Kristin, “havia necessidade de fazer uma ampliação”, pelo que o projecto “foi pensado para tornar o edifício mais resiliente em termos infraestruturais”.
Além disso, foi construído um depósito de água, “que serve para uma urgência e para manter a escola a funcionar normalmente” e a escola foi equipada com um gerador.
“Esta escola servirá de modelo a todas as outras. Como tivemos de fazer uma ampliação de raiz, foi mais fácil, por exemplo, criar um espaço para um depósito de água. Nas outras terá de ser uma adaptação ao edifício que já temos”, acrescenta a vereadora.
Ricardo Santos precisa que “este é um exemplo” do que a autarquia pretende fazer, apontando que “mesmo com as obras a decorrer”, o projecto foi adaptado “para que pudessem ser instalados não só a questão do gerador, mas também o próprio depósito da água”.
O vereador das Obras Municipais adianta que as alterações aos projectos visam ainda “um melhor cuidado com a aplicação dos materiais, caixilharia, coberturas e as portas têm de ser mais resistentes”.
Anabela Graça revela que a Câmara já esteve a analisar a Escola Básica 2, 3 D. Dinis, na semana passada, para que seja possível incluir no projecto o depósito de água.
“Depois vêm os trabalhos a mais, porque, já que estamos em obra, aproveitamos para fazer esta melhoria”, constata, aludindo às declarações dos vereadores do PSD que voltaram a criticar, na reunião de executivo os trabalhos complementares que surgem com frequência para aprovação na ordem de trabalhos.
“É esse cuidado que estamos a ter em todas as intervenções que estão em curso e também para aquelas que estão a ser projetadas”, reforça Ricardo Santos, ao adiantar que é preciso melhorar as intervenções, como o “emparelhamento das telhas”.
Segundo o vereador, “às vezes, por melhor que seja a telha, se não ficar bem emparelhada”, existe “o risco de levantarem com ventos acima de 70, 80 km” e “obviamente fica em causa toda a estrutura do edifício”, como se verificou com a Kristin.
Além da ESALV e da D. Dinis, os vereadores revelaram que estão desenvolver estas intervenções nos projetos para as escolas Básica e Secundária Henrique Sommer, na Maceira, e nas EB 2,3 de Marrazes, Caranguejeira, Santa Catarina da Serra e Colmeias.