DEPRESSÃO KRISTIN
Empresas de Pombal em risco de fecho definitivo por falta de luz e comunicações
AECP não aceita que "o interior do concelho seja tratado como um território de segunda categoria"
A Associação Empresarial do Concelho de Pombal denuncia "a situação de calamidade extrema que se vive nas aldeias do concelho".
Numa nota de informação enviada às redacções, a associação presidida por Horácio Mota faz saber que "passados vários dias sobre a tempestade Kristin, dezenas ou mesmo centenas de empresas continuam sem fornecimento de energia eléctrica e comunicações, uma 'negligência' que ameaça o encerramento definitivo de unidades produtivas e a destruição de centenas de postos de trabalho".
"A situação é crítica. Nas zonas rurais de Pombal, o tecido empresarial está paralisado. Sem eletricidade e comunicações, as perdas são irreversíveis", salienta a AECP, referindo-se a: "produção interrompida e incumprimento de contratos; quebra total de facturação em sectores dependentes da cadeia de frio e maquinaria pesada; risco iminente de despedimentos colectivos, com empresários a confessarem que, sem apoios e sem energia, não terão condições para retomar a actividade".
O presidente da AECP classifica a resposta das entidades competentes como "insuficiente e desajustada da realidade", quando já passaram duas semanas desde que a depressão Krinstin passou pelo território.
"Os únicos que têm sido incansáveis e que estão permanentemente no terreno são os autarcas do concelho. Estamos perante uma catástrofe económica silenciosa. Sentimos que Pombal foi esquecido. Nem o poder político, nem a E-Redes estão a fazer tudo o que é humanamente e tecnicamente possível para restabelecer a normalidade", defende o dirigente.
“Não podemos aceitar que o interior do concelho seja tratado como um território de segunda categoria enquanto as famílias perdem o seu sustento”, afirma o presidente.
Nesse sentido, a associação exige "restabelecimento imediato da rede eléctrica em todas as aldeias do concelho, esclarecimentos públicos por parte da E-Redes sobre o cronograma real de intervenção, uma intervenção assertiva e forte do Governo para a reposição da normalidade".
"Sabemos que se tratar de uma catástrofe, mas a AECP não ficará em silêncio enquanto o esforço de gerações de empresários pombalenses é destruído pela inércia", nota ainda.