Viver
Comunidade. O coro que ainda não tem nome mas já tem voz
Leiria junta-se ao Movimento Nacional Primavera de Coros. Uma nova geração está a ocupar o lugar dos pais e dos avós, não para repetir o passado, mas para lhe dar outra respiração
No centro de Leiria, aos domingos ao fim da tarde, um grupo de pessoas aprende a cantar em conjunto, com um adufe a marcar o compasso, sem pressa. As vozes encontram-se no refrão de Milho Verde, aquela canção que parece existir antes de qualquer memória. Há quem feche os olhos, há quem olhe para o lado, à procura de um compasso que ainda não domina. São cinco e meia da tarde de um domingo, num bar no centro de Leiria. Mais acima ou mais abaixo no espectro, mais à esquerda, mais ao centro são, em bom rigor, o Coro Popular de Leiria. O nome oficial virá. Ou não.
Não é um caso isolado. Por todo o país, coros de raiz popular estão a (re)surgir. O Movimento Nacional Primavera de Coros, foi fundado por Matilde Simões, enquanto que Vânia Couto, criadora do incicial Coro das Mulheres da Fábrica, em Coimbra, colabora na direcção musical de novos núcleos do movimento. Uma nova geração está a ocupar o lugar dos pais e dos avós, não para repetir o passado, mas para lhe dar outra respiração.
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