Sociedade

Abaixo-assinado contesta falta de condições térmicas nas salas recém-inauguradas da EB D. Dinis

1 out 2026 16:38

Professores queixam-se de temperaturas "insustentáveis" no interior do novo bloco, que começou a funcionar este ano lectivo. Câmara assegura que serão feitos ajustes

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Obras estão ainda a decorrer, mas o novo bloco entrou em funcionamento no início deste ano lectivo
Ricardo Graça/Arquivo

Na escola EB 2,3 D. Dinis, em Leiria, está a circular um abaixo-assinado no qual os professores contestam as "condições térmicas adversárias" que se fazem sentir nas salas de aula do recém-inaugurado bloco C, por falta de climatização.

Segundo o documento, dirigido ao presidente da câmara , regista-se temperaturas “excessivas e insustentáveis” , que coloca “em risco não só a saúde e bem-estar” de docentes e estudantes, como “um processo de ensino e aprendizagem bem sucedido”.

Para os signatários, "não é aceitável" que uma construção recente apresenta "falhas estruturais de climatização e isolamento que forçam professores e alunos a trabalhar num ambiente tão desconfortável".

Os docentes alegam ainda que as condições das salas "desrespeitam o que está consignado no decreto-lei nº 243/86", que definem as regras de saúde, higiene e segurança para os trabalhos em comércio, escritórios e serviços " , nomeadamente, ao nível da temperatura dos espaços , que devem oscilar entre os 18.º e os 22.º graus centígrados " , podendo atingir os 25.º.

Para tal, se necessário, “deve-se procurar utilizar sistemas artificiais de ventilação de aquecimento ou aquecimento”, ou que “não se verifique” no bloco C, denunciem os docentes.

“Não é digno continuarmos a assumir o custo físico e psicológico de erros de planeamento ou de execução técnica que não competem à escola resolver”, defendeu n dos pais do Grupamento de Escolas D. Dinis.

Em resposta ao pedido de esclarecimentos do JORNAL DE LEIRIA, a vereadora da Educação, Anabela Graça, confirma a necessidade de fazer "ajustamentos" para o "correto funcionamento dos sistemas de climatização e conforto ambiental" e garante que "estão já a ser efetuados as verificações técnicas e os ajustes exigidos adequados, com o objetivo de garantir que todas as condições de conforto, bem-estar e eficiência previstas para o edifício sejam cumpridas". 

"Trata-se de uma infra-estrutura recentemente inaugurada, pelo que, sendo um edifício novo, é natural que, numa fase inicial de utilização, sejam identificados ajustes" a fazer, refere a vereadora. 
 
Anabela Graça diz ainda que “o município continuará, em articulação com a Direcção do Agrupamento e com as entidades responsáveis ​​pela obra, a acompanhar a evolução da situação e a promover as medidas que se revelem permitir para garantir as melhores condições para alunos, docentes e restantes utilizadores da escola”. 
 
[Nota: Notícia alterada às 18:25 horas de dia 1/10/2026 com a introdução do esclarecimento feito pela vereadora da Educação Anabela Graça]