Reciclagem na região atinge segundo valor mais alto de sempre

Sociedade

08 Fevereiro 2019

Reciclagem na região atinge segundo valor mais alto de sempre

Esforço selectivo nos concelhos de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós permitiu poupar 72 mil árvores

Foi um bom ano para a reciclagem na região. A quantidade de resíduos recolhidos selectivamente nos concelhos abrangidos pela Valorlis (Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós) atingiu o segundo valor mais elevado desde que o sistema foi criado, em 1996.

No último ano, foram enviadas para a reciclagem 11.141 toneladas de resíduos, o que representa um aumento de 11% (mais 1100 toneladas) face a 2017. É preciso recuar até 2010 para encontrar um número superior. Nesse ano, o sistema recolheu 12.600 toneladas, o valor mais alto de sempre registado pela Valorlis.

Foi no papel e cartão que houve o maior aumento. De acordo com dados divulgados pela Valorlis, no ano passado recolheram-se nos seis concelhos 4.858 toneladas desse material, valor que traduz um aumento de 15% (mais 549 toneladas) em relação a 2017.

Também nos ecopontos amarelos, que fazem a recolha das embalagens de plástico e de metal, houve, no último ano, um aumento de material depositado, com a recolha de 2.035 toneladas, ou seja, mais 378 do que em 2017.

No vidro, a subida foi menos significativa. Mesmo assim, recolheram- se 4.248 toneladas (mais 173 em comparação com o ano anterior).

Este esforço de recolha selectiva permitiu evitar o abate de 72 mil árvores e reciclar vidro suficiente para produzir cerca de 12,1 milhões de garrafas de 0,75 litros e metal para fabricar mais de 8,5 milhões de latas de 0,33 litros.

 [LER_MAIS] Para Marta Guerreiro, administradora- delegada da Valorlis, o aumento da quantidade recolhida deve-se a vários factores.

“Estamos perante uma população cada vez mais informada e sensibilizada para os temas ambientais e a sua participação foi essencial para alcançar estes resultados”, diz, salientando ainda a aposta da empresa em campanhas de sensibilização “com novas abordagens, nomeadamente, acções direccionadas às escolas e famílias, às feiras e festas e ao comércio e serviços”.

Marta Guerreiro sublinha que, em paralelo, a empresa “iniciou o reforço dos meios e equipamentos de recolha selectiva, de forma a estar mais próximo da população e prestar um serviço mais eficiente”. Por outro lado, frisa, “a produção de resíduos urbanos de um modo geral, acompanha a evolução dos ciclos económicos, facto de deverá igualmente ter contribuído para a situação registada”.

Apesar de considerar que a “deposição selectiva é já uma prioridade para muitos munícipes”, a administradora- delegada da Valorlis entende que “o esforço de sensibilização deverá manter-se”, até porque o PERSU 2020 (Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos) aponta metas “exigentes”.

Na área da Valorlis é definido o envio para reciclagem de 42 quilos por habitante, bem acima dos cerca de 27 quilos alcançados no último ano. Uma discrepância que se regista, aliás, na generalidade dos sistemas multimunicipais.

Maria Anabela Silva
Redacção Maria Anabela Silva anabela.silva@jornaldeleiria.pt
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