Madrid e Paris recebem primeiras lojas Bordallo Pinheiro no estrangeiro

Economia

02 Agosto 2018

Madrid e Paris recebem primeiras lojas Bordallo Pinheiro no estrangeiro

Empresa de Caldas está também a aumentar capacidade produtiva

A Bordallo Pinheiro vai abrir até ao final de Outubro as suas primeiras lojas fora de Portugal. Um dos espaços abre já no início de Setembro em Madrid. Segue-se Paris, em meados de Outubro.

O plano de expansão da marca contempla vários outros pontos de venda em diversos países.
A abertura destas lojas justifica-se com o facto de actualmente mais de metade da produção da empresa de faianças de Caldas da Rainha ser vendida no estrangeiro.

“A marca hoje é reconhecida sobretudo fora de Portugal e estas duas lojas são as primeiras de um plano de expansão que contempla também outras geografias”, explicou ao JORNAL DE LEIRIA Paulo Soares.

O administrador para a área comercial revelou que os mercados externos representam já 70% do volume de negócios da empresa, que no ano passado foi da ordem dos seis milhões de euros.

Além deste projecto, a empresa de Caldas da Rainha tem em curso um investimento de 8,3 milhões de euros para aumentar a capacidade produtiva em mais 50%. Até final do ano deverá estar concluído, acredita Paulo Soares.

Justifica-se devido ao aumento da procura e vai permitir à Bordallo Pinheiro uma melhor resposta aos clientes, uma maior diferenciação ao nível do produto, maior competitividade e um aumento do volume de negócios. “Dentro de dois anos deveremos facturar cerca de 11 milhões de euros”, revelou o administrador.

[LER_MAIS] A empresa sediada em Caldas da Rainha esteve à beira da insolvência em 2009, altura em que foi adquirida pela Visabeira. Facturava então cerca de 2,5 milhões de euros. As peças são feitas à mão por 250 cerca de 200 funcionários e entre as criações há várias peças icónicas, algumas delas produzidas a partir dos moldes originais do artista Rafael Bordallo Pinheiro.

Na fábrica, fundada em 1884, “foram criados centenas de modelos cerâmicos de criatividade ímpar, baseando-se nas tradições locais, nomeadamente na olaria caldense, adoptando a fauna e a flora como inspiração decorariva. A sua produção cerâmica, especialmente pela sua qualidade artística, ganhou grande projecção e transformou-se num pólo de atracção nacional e internacional”, lê-se no site da empresa.

 

 

Raquel Sousa Silva
Redacção Raquel Sousa Silva raquel.silva@jornaldeleiria.pt
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