Presidente do IPL defende inovação pedagógica

Sociedade

22 Março 2018

Presidente do IPL defende inovação pedagógica

Rui Pedrosa eleito por maioria.

O novo presidente do Instituto Politécnico de Leiria defende uma inovação pedagógica, doutoramentos de interface e a partilha e valorização do conhecimento. Rui Pedrosa foi eleito na quinta-feira, com 21 votos, contra os nove obtidos pelo seu opositor Carlos Rabadão. Registaram-se ainda dois votos em branco.

No programa de acção, Rui Pedrosa desenvolve as metas a que se propõe ao longo de 62 páginas. Ao JORNAL DE LEIRIA, o presidente eleito destaca três áreas base: dimensão do ensino, a investigação e a internacionalização.

“O foco será na inovação pedagógica. Pretendo privilegiar uma metodologia de ensino assente na responsabilidade e na actividade do estudante, com espaços lectivos indutores de criatividade e inovação”, adiantou.

O recém eleito salienta que o Politécnico de Leiria está a preparar jovens para profissões que ainda não existem hoje, pelo que, além de “competências específicas”, devem ser dadas “competências transversais, que preparem os alunos para qualquer contexto para onde forem trabalhar”. Na área da investigação, Rui Pedrosa pretende dar uma “dimensão de interface aos doutoramentos”.

 [LER_MAIS] “Devem ser preparados com a sociedade e para responder às necessidades de alguns sectores.” O novo presidente afirma ainda que o IPLeiria será a “primeira instituição de ensino superior a evoluir para a transferência e partilha de conhecimento enquanto processo bi-direccional e colaborativo”.

A internacionalização, com um olhar atento para a Europa, mas também para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop), América Latina e China, estão no horizonte da presidência de Rui Pedrosa, que promete investimento em várias áreas, nomeadamente no campus 5.

Rui Pedrosa era até agora vice-presidente de Nuno Mangas, que estava impedido legalmente de se recandidatar a mais um mandato. A data da tomada de posse depende da publicação do despacho de homologação do ministério, processo que poderá demorar cerca de um mês.

Elisabete Cruz
Redacção Elisabete Cruz elisabete.cruz@jornaldeleiria.pt
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