Batalha protege pedreiras que estiveram na origem do mosteiro Batalha protege pedreiras que estiveram na origem do mosteiro

Sociedade

16 Agosto 2017

Batalha protege pedreiras que estiveram na origem do mosteiro

Edilidade anunciou que está a proteger as explorações que estiveram na origem do Mosteiro de Santa Maria da Vitória.

A autarquia realça que a exploração de pedra é um dos sectores económicos mais determinantes no concelho.

O presidente da Câmara da Batalha, Paulo Batista Santos, procedeu à fixação da Zona Especial de Protecção do Sítio de Interesse Municipal da Pedreira Histórica de Valinho do Rei e do Sítio de Interesse Municipal da Pedreira Histórica de Pidiogo, na freguesia de Reguengo do Fétal, para proteger os espaços que estiveram na origem do Mosteiro de Santa Maria da Vitória.

"As pedreiras históricas já estavam classificadas, mas apenas o sítio. Havia alguma pressão para a exploração de pedra, pelo que decidimos criar uma zona especial de protecção de 50 metros para que os locais ficassem salvaguardados", assegurou.

O autarca revelou ainda que está a ser desenvolvido um projecto com especialistas da Universidade de Aveiro e com a Direcção Geral do Património Cultural para ser criado um espaço "com potencial cultural e arqueológico que tem ligações com a construção do Mosteiro da Batalha".

O presidente reforçou que esta medida é uma forma de "preservar a origem arqueológica da pedreira" e "criar um novo ponto de interesse, com potencial turístico, que irá ajudar a contar a história da construção do Mosteiro".

Paulo Batista Santos adiantou que, no Dia do Município, que se assinalou na segunda-feira, foi lançado o livro Anatomia de um Mosteiro - Estudo geofísico do Mosteiro da Batalha, coordenado por Manuel Senos Matias e que envolveu investigadores da Universidade de Aveiro, Fernando Almeida e João Ribeiro, da Universidade do Porto, Rui Moura, o director do monumento, Joaquim Ruivo, e o vereador da Câmara da Batalha, Nuno Barraca.

"Este estudo procura demonstrar a saúde e algumas patologias do Mosteiro e sinalizar a pedra que foi usada para a sua construção. É um livro que está a suscitar muito interesse e que nos vai ajudar a tomar algumas decisões técnicas na intervenção que iremos fazer na frente do Mosteiro", precisou.

Segundo Paulo Batista Santos, o monumento, que é Património Mundial da UNESCO, "carece de intervenção na fachada principal" e o município já candidatou a obra a fundos comunitários.

Elisabete Cruz
Redacção Elisabete Cruz elisabete.cruz@jornaldeleiria.pt
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