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Edição 1364
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Alunos de Engenharia Informática disputados por empresas de topo

Os alunos de Engenharia Informática da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Leiria têm colocação assegurada no mercado mesmo antes de concluírem o curso.

Com uma preparação baseada numa forte componente prática, os estudantes são disputados por empresas de topo, que lamentam que não sejam formados licenciados suficientes para dar resposta às necessidades do mercado.
“Existe uma grande procura de pessoas com formação superior em Informática, o que provoca uma acentuada concorrência por parte das empresas no acesso aos recursos humanos oriundos das licenciaturas em Engenharia Informática e de Informática para a Saúde e do Mestrado em Engenharia Informática”, assegura Patrício Domingues, coordenador do Departamento de Engenharia Informática da ESTG.
A título de exemplo, Patrício Domingues refere que foram oferecidas 26 vagas para estágios em Informática para a Saúde, mas só há 14 estudantes disponíveis. Em relação ao mestrado em Engenharia Informática - Computação Móvel, revela que muitas empresas já manifestaram uma “forte vontade” de acolherem estagiários para o próximo ano lectivo. “Diariamente recebemos solicitações por parte das empresas para divulgação de propostas de emprego.”

Prática valorizada
“Os alunos de Leiria são sempre a nossa prioridade”, assegura Gonçalo Ferreira, da Nokia/Siemens. “Ao contrário dos outros estudantes, além de terem uma boa componente técnica, tornam-se produtivos muito rapidamente”, garante. A explicação para o bom desempenho dos estudantes é avançada por Patrício Domingues com o facto de o curso ter uma forte componente prática. “Os alunos saem daqui a saber fazer.”
Gonçalo Ferreira destaca, por outro lado, a “grande facilidade de aprendizagem dos alunos da ESTG de Leiria, relativamente aos estudantes de outras universidades em Coimbra e Lisboa, em relação aos procedimentos da empresa”. A boa impressão que os alunos licenciados em Leiria causam nas empresas é visível ainda no facto de os convites se sucederem mesmo antes de concluírem o curso, o que permite aos estudantes escolherem as empresas onde os salários são mais elevados.
Tiago Marto, software developer na Wit Software, que abriu recentemente uma filial em Leiria, diz que tem uma “ideia muito positiva” dos alunos da ESTG, pelo que está a tentar reforçar a equipa recorrendo ao estabelecimento de ensino. “Notamos que os estudantes da ESTG têm uma melhor preparação em certas áreas que nos fazem falta, como a mobilidade”, constata. “O curso de Engenharia Informática é muito bom.”
“Estamos bem cotados no mercado. Os nossos cursos estão orientados para a prática. As empresas não têm de dar formação. Os alunos já conhecem os equipamentos e soluções e conseguem colocá-las em funcionamento. Logo no primeiro dia são produtivos”, afirma Patrício Domingues.
Aliás, a boa preparação dos estudantes é de tal forma reconhecida que, ainda antes da adopção da Declaração de Bolonha, a ESTG viu-se obrigada a passar o estágio para o último ano, já que muitos alunos acabavam por não concluir a licenciatura, por entrarem precocemente no mercado de trabalho. Hoje, essa situação é “residual”. O docente refere, por outro lado, que a procura tem aumentado nos últimos anos, sobretudo no último.

Engenharia de Redes
Patrício Domingues propôs a reabertura da licenciatura em Engenharia de Redes e Serviços de Comunicação, por ser uma área muito procurada pelo mercado. O docente explica que o curso encerrou por falta de procura da parte dos alunos. A decisão de voltar a abrir depende agora apenas do Ministério do Ensino Superior.

Alexandra Barata


27 de Maio de 2010

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