“Notámos que a Praça Rodrigues Lobo, zona histórica e Avenida Heróis de Angola foram as mais procuradas por clientes e por pessoas que vieram usufruir da animação”, refere Tomás Gaspar, um dos responsáveis pelas lojas Pel’Arte e Dois G. “Na loja da Avenida Heróis de Angola, notámos muito movimento, mas o mesmo não aconteceu na da Mouzinho de Albuquerque”, conta, adiantando que algumas zonas da cidade estavam praticamente desertas. “Esta foi uma acção de marketing e não de negócio”, entende Zito Camacho, gerente do Praça Caffé, na Praça Rodrigues Lobo. O comerciante afirma que acções deste tipo só pecam por tardias, dado o potencial de negócio e desenvolvimento que encerram. “É uma iniciativa com pernas para andar se houver cooperação e entendimento entre os comerciantes.” Para Joana Ramos, gerente da Loading, na Rua Barão de Viamonte (Rua Direita) o sucesso é indiscutível, embora admita que a adesão dos estabelecimentos daquela zona pudesse ter sido maior. Um sinal que Nicola Cabecinha, da mesma loja, atribui à “morte lenta” da rua histórica e seu comércio, motivada pela falta de condições e altos preços de arrendamento dos espaços comerciais. A Acilis (Associação Comercial e Industrial de Leiria, Batalha e Porto de Mós) que, juntamente com a autarquia, organizou o evento considera, através do seu presidente, Paulo Sousa, que o resultado, globalmente, “foi muito bom”, mas adia uma análise mais profunda para depois de um inquérito que será feito aos comerciantes. “Não sabemos se repetiremos, mas notámos que a cidade participou no Shop’On e isso é importante”, afirma, atribuindo aos lojistas os resultados positivos da acção. n
Jacinto Silva Duro
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